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Senadores dos EUA visitam Taiwan durante debate sobre aumento da despesa militar

Senadores dos EUA visitam Taiwan durante debate sobre aumento da despesa militar

Uma delegação bipartidária de senadores norte-americanos chegou a Taiwan, num momento marcado pela pressão para aumentar a despesa militar da ilha e antes de um encontro entre os líderes dos Estados Unidos e da China, em Pequim.

Lusa /
Reuters

A comitiva, liderada por Jeanne Shaheen, membro de mais alto nível do Partido Democrata na Comissão de Relações Externas do Senado (câmara alta do parlamento dos EUA), e pelo republicano John Curtis, chegou ao aeroporto de Songshan, em Taipé, por volta das 00:30 (16:30 de domingo, em Lisboa), segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Chen Ming-chi, deslocou-se ao aeroporto para receber pessoalmente a delegação, que inclui o republicano Thom Tillis e a democrata Jacky Rosen, de acordo com imagens divulgadas pela diplomacia taiwanesa.

Num comunicado posterior, a Presidência de Taiwan assinalou que a presença destes legisladores, que irão reunir-se com o líder taiwanês, William Lai Ching-te, "reflete a profunda amizade e a estreita relação" entre Taipé e Washington.

"Taiwan e os EUA mantêm uma cooperação estreita em áreas como os valores democráticos, a segurança regional e o comércio", indicou a Presidência através da sua conta oficial na rede social Facebook.

"Perante um contexto internacional em mudança, ambas as partes continuam a aprofundar a sua parceria, o que não só contribui para a paz e estabilidade na região do Indo-Pacífico, como também reforça a resiliência do bloco democrático global", acrescentou.

A visita ocorre num contexto de crescentes tensões entre o Governo e a oposição em Taiwan, que ainda não chegaram a consenso quanto ao montante nem ao alcance de um orçamento especial de Defesa, bloqueado há meses no parlamento.

A versão do Executivo, enviada em novembro e que conta com o apoio da Administração norte-americana, abrange oito anos (2026--2033) e prevê um orçamento total de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33,9 mil milhões de euros).

O plano visa financiar aquisições de armamento -- tanto já anunciadas como futuras -- e programas de produção conjunta com os Estados Unidos para reforçar a defesa aérea da ilha, a capacidade antiblindagem e os sistemas de veículos aéreos não tripulados (`drones`).

A proposta do opositor Partido Popular de Taiwan, apresentada a 26 de janeiro, limita a despesa em armamento a 400 mil milhões de dólares taiwaneses (10,9 mil milhões de euros) até 2033, enquanto a do também opositor Kuomintang, revelada a 05 de março, fixa um teto de 380 mil milhões de dólares taiwaneses (10,3 mil milhões de euros) até 2028.

A viagem destes legisladores ocorre igualmente depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que viajará à China nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com o homólogo Xi Jinping -- uma visita inicialmente prevista para entre o final de março e o início de abril, mas adiada devido à guerra no Irão.

Entre os temas que poderão ser abordados nesse encontro está precisamente a venda de armamento a Taipé.

Numa chamada telefónica no início de fevereiro, Xi instou Trump a "lidar com prudência" com o envio de armas para Taiwan, sublinhando que a ilha constitui a "primeira linha vermelha" nas relações entre as duas potências.

 

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